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10 jul 2018

Produção Física Industrial – Maio 2018

Foram divulgados os dados relativos à produção física industrial de maio/18, em nível regional. Os impactos da greve dos caminhoneiros foram sentidos, não apenas no nível nacional, mas principalmente, em relação ao Estado de São Paulo.
O movimento das estradas no mês de maio foi quase 25% inferior ao mesmo mês do ano anterior, segundo a ABCR, entidade de afere o fluxo de veículos nas estradas. O que, evidentemente, derrubou todas as atividades econômicas. Além disso, às vendas fracas do varejo, com a importação de vestuário que está crescendo cerca de 30%, no primeiro semestre de 2018, frente igual período do ano passado, fizeram com que a indústria retrocedesse ainda mais.
Com foco no mês de maio/18, comparado com o mesmo de de 2017, em São Paulo: a indústria de transformação recuou 4,8%; o volume produzido de tecidos caiu 6,4%; e a fabricação de vestuário despencou 20,8%. Nesse contexto, o vestuário passou a acumular queda de 9,9%, nos cinco primeiros meses de 2018, diante do mesmo período de 2017; e cai 5,5% se a comparação for perante os 12 meses imediatamente iguais ao ciclo encerrado em maio/18.
Se há alguma boa notícia é que, em junho/18, o movimento das estradas voltou a subir, mas ainda está 3,3% abaixo do mesmo mês de 2017. Resumindo: a economia passa a voltar à normalidade, porém uma normalidade débil, sem vigor. Do ponto de vista do vestuário, o frio não veio como precisaria, tampouco no calendário que deveria. Com isso, as liquidações começam a aparecer, mesmo na plena temporada.

O que se espera é que findada a Copa do Mundo de Futebol na Rússia, pessoas e empresas voltem a demandar. A incerteza advinda do processo eleitoral irá ser outro desafio, mas, ao menos as candidaturas serão conhecidas, de verdade, e as propostas para enfrentar os problemas brasileiros serão debatidas às claras. É o que se deseja.

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