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27 jul 2019

Britânicos gastarão R$ 13 bilhões em “roupas descartáveis” neste verão

Uma pesquisa revelou que os britânicos gastarão 2,7 bilhões de libras em roupas que serão usadas uma única vez neste verão. O motivo? Casamentos, churrascos, festivais e feriados — ocasiões nas quais as pessoas costumam investir em peças de fast fashion para uso único. Em reais, o valor ultrapassa o montante de R$ 12,6 bilhões.

O levantamento, divulgado no dia 11 de julho, foi feito com 2 mil pessoas pela empresa Censuswide para a instituição de caridade britânica Barnardo’s. A previsão de consumo estimada pelo estudo é de 50 milhões de outfits, como informou o The Guardian.

A análise diz que os britânicos costumam gastar cerca de 80 libras em vestimentas de casamento. Destas, 10 milhões devem ser usadas somente uma vez nesta temporada (verão europeu). No fim das contas, isso significa aproximadamente 800 milhões de libras em peças “descartáveis”. Já para os feriados, com estimativa de 11 milhões de looks, o desperdício ultrapassa 700 milhões de libras.

Com essa prática, o meio ambiente é prejudicado de duas formas: pelos gasto de recursos para fabricação e pelas roupas que se tornam resíduos têxteis quando vão parar nos aterros sanitários.

No fim das contas, o bolso dos consumidores também sai perdendo. O chefe-executivo da Barnardo’s, Javed Khan, defende que o mercado de segunda mão é uma boa alternativa. “Também é mais gentil com o meio ambiente e com a sua carteira adquirir roupas que, de outra forma, poderiam ser usadas somente uma vez e acabariam em aterros sanitários”, frisa. Com opções de objetos que foram usados anteriormente, fica mais fácil garantir que ninguém estará com a mesma roupa que você, segundo ele.

De acordo com os dados, 26% das pessoas entrevistadas encontraram outras com roupas iguais em ocasiões especiais. O levantamento diz ainda que 25% se sentiriam constrangidos se isso acontecesse. Entre as pessoas de 16 a 24 anos, o número sobe para 37%. A situação também incomodaria 12% da parcela com mais de 55 anos.

As porcentagens revelam ainda que 55% das pessoas gostariam de usar mais as roupas que compram, para reduzir o impacto no meio ambiente. Destes, 40% já usaram um item de segunda mão em um casamento.

Para 46% das pessoas, há um bom custo-benefício no mercado de resale. No entanto, 45%, acham que optar pelas peças “pre-loved” é ainda mais barato do que comprar roupas novas. Infelizmente, 51% ainda acham que adquirir itens novos aumenta a emoção para os feriados e festivais.

Em tempos de conscientização em torno da moda sustentável, a pesquisa mostra que algumas pessoas parecem estar em uma realidade paralela. A varejista on-line Missguided, conhecida pelos preços baixos, foi criticada na internet por vender biquínis por 1 libra. Enquanto isso, o volume acelerado do fast fashion continua a impulsionar o hábito de consumo dos compradores.

No fim de junho, artistas que se apresentaram no festival Glastonbury, como Kylie Minogue e Billie Eilish, doaram roupas para a organização Oxfam, em prol de combater a moda descartável. Já a Barnardo’s, fez um livreto com dicas de peças de verão “pré-amadas” que podem ser encontradas em suas lojas.

FONTE: Metropoles

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