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26 jun 2019

Volume de Vendas SP/BR – Textil e Calçados – Abr/2019

A pesquisa relativa ao Comércio Varejista de Tecidos vestuário e Calçados, do mês de abril de 2019, revela as dificuldades pelas quais passam as respectivas indústrias fornecedoras. O ciclo vicioso de baixas vendas no comércio e a correspondente falta de encomendas para a indústria fica evidente quando ambos indicadores se mostram em queda, a partir de dados do IBGE.

No Brasil, as vendas de tecidos, vestuário e calçados caíram 3,2%, no mês de abril/19, frente ao mesmo mês de 2018. Nos quatro primeiros meses de 2019, as vendas andaram de lado, com recuo de 0,2%. De outro modo, as vendas acumuladas em 12 meses, encerrados em abril/19, perante aquelas imediatamente anteriores e em igual período, caíram 0,6%.

Em São Paulo, por sua vez, as quedas foram maiores, seguindo o que vem ocorrendo com a indústria. No comércio paulista, especializado em vestuário, calçados e tecidos, as vendas despencaram 7,9%, no mês de abril/19, diante do mesmo mês de 2018. Na comparação com o acumulado de janeiro até abril deste ano, contra os quatro primeiros meses de 2018, o desempenho foi 1,1% abaixo. Por fim, no acumulado de 12 meses, o comércio paulista de vestuário, tecidos e calçados recuou 2,3%, em igual base de comparação anterior.

Os números corroboram as teses de que o cenário econômico aponta para uma provável recessão, com dois trimestres de queda na atividade econômica. A indústria e o comércio reverberam esse sentimento. O governo continua apostando todas as suas expectativas na aprovação da Reforma da Previdência para que, logo após, a economia destrave. Contudo, já faz tempo, não é mais consenso entre os analistas de que isso baste para mudar as expectativas e, menos ainda, a realidade.

Transcorrido praticamente meio ano, ainda não há o que se comemorar, em relação à economia. Desemprego permanece elevado, renda disponível para consumo em baixa e, com isso, o comércio e a produção não se recuperam; investimentos então, nem pensar, com a atual taxa de ociosidade que é superior a 20%, em toda a indústria. Medidas paliativas relativas à liberação do PIS ou FGTS poderiam ajudar, mas não saíram do papel ainda. Nesse caso, o tempo joga contra.

MSc. Haroldo Silva – Membro do Corecon-SP

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