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18 set 2018

Produção Industrial Regional (Volume) – Julho de 2018

 IBGE divulgou a produção física (volume) da indústria, referente a julho/2018, com dados do Estado de São Paulo, o que permite comparar o desemprenho regional com o nacional. Os resultados mostram o menor dinamismo da economia paulista no setor de vestuário, mais especificamente.

No Brasil, a indústria de transformação acumula, no ano de 2018, entre janeiro e julho, 2,9% de alta. A indústria têxtil recua 0,9%, enquanto o segmento de produção do vestuário encolheu 3,1%. Por si só, esses dados revelam que o setor têxtil vem sendo impactado pela baixa demanda da indústria do vestuário, por ocasião da cadeia produtiva altamente correlacionada. Em outras palavras: a falta de demanda de vestuário de hoje e a redução da produção de têxteis amanhã.

Em se tratando do Estado de São Paulo, o acumulado de janeiro até julho de 2018 contabiliza 4,3% de elevação, na indústria de transformação e queda de 1,1% na indústria têxtil. Contudo, o setor de fabricação de vestuário paulista sofreu um tombo de 11%, no mesmo período. Incríveis 10 vezes o que recuou o setor têxtil paulista, em idêntico intervalo. Se, de um lado, a notícia é desalentadora para a confecção de vestuário, ela é motivo de preocupação também para a indústria têxtil de São Paulo e mesmo do Brasil, pelo simples fato desta indústria ser a maior fornecedora daquela.

Impactada por um comércio varejista que não reage há tempos, a indústria de vestuário paulista sofre com a importação de bens confeccionados que foram negociados e embarcados faz alguns meses, com o câmbio ainda na faixa dos R$ 3,20 por dólar, do início do ano. Esse patamar mudou muito e, consequentemente, o ímpeto importador do varejo dá sinais de que essa nova realidade de preços relativos também tenha alterado a disposição de abastecimento advinda do exterior.

Corrobora com essa tese o fato de que, enquanto no início de 2018, o volume das importações de confeccionados subia ao redor de 50%, mais recentemente, esse número caiu para 20%. Ainda elevado, já que o comércio não cresceu, diga-se. Enfim, importação em ritmo menor ajudará a produção doméstica de vestuário, mas o que conta mesmo é uma economia pujante, algo que parece distante, ao menos por enquanto.

Fonte: O Sindivestuário elaborou esse documento com os dados disponíveis, sobretudo de fontes oficiais, sempre que possível. O Sindivestuário não se responsabiliza por qualquer operação que venha ser feita considerando essas informações.

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