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20 mar 2019

Produção Física Industrial (Volume) – Brasil e São Paulo Janeiro/19

Os dados da produção física industrial de janeiro de 2019 foram divulgados pelo IBGE. Esse indicador mostra o volume produzido. As informações oferecidas pelo órgão oficial de pesquisas brasileiro destacam a produção nacional e a de alguns estados, como é o caso de São Paulo.

Dispostos no gráfico, os dados revelam que o ano de 2019 não trouxe ainda as boas novas que todos esperam. No Brasil, a indústria de transformação recuou 3,2%, frente ao mesmo mês de 2018, na mesma linha, a indústria têxtil e a de vestuário também mantiveram os números negativos, sendo -5,5% e -2,3%, respectivamente.

A boa notícia é que, em São Paulo, a indústria têxtil subiu, no mês de referência da pesquisa, 3,2% e a do vestuário, embora muito tênue tenha sido a alta, ao menos passou a figurar no campo positivo, com 0,1% de crescimento. Todavia, a indústria de transformação no Estado tenha recuado forte: -5,3%, sempre em comparação com o mês de janeiro de 2018.

Na verdade, o País ainda mantém o compasso de espera; algo que parece interminável. Consumidores, investidores, empresários e mesmo os formuladores de políticas públicas estão cautelosos com o desenrolar das negociações sobre a Reforma da Previdência e os impactos que isso pode trazer à economia, a depender do tipo de reforma, do prazo e da profundidade dela.

As negociações no Congresso não serão fáceis, certamente. Isso exigirá grande articulação, sobretudo advinda do Palácio do Planalto. Habilidade que será testada em breve, mas que, de início, ainda não foi notada, mesmo diante dos apoiadores do atual governo. Nesse sentido, é importante que o meio empresarial esteja participativo na discussão desse tema.

Dada a relevância da Reforma da Previdência, o que se espera é que, logo, os envolvidos encontrem o caminho para a sua aprovação e que outros temas – também urgentes – possam ser tratados, como é o caso do desemprego, do cipoal tributário e da escassez de crédito, sobretudo para as empresas. Apenas com essa agenda maior é que será possível destravar o crescimento econômico e a indústria voltar a produzir e empregar mais.

Haroldo Silva – Doutorando (PUC-SP)Mestre (UFPR)
Membro do Corecon-SP

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