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11 dez 2019

Presidente do Sindivestuário, Ronald Masijah, recebe homenagem “Personalidade Têxtil do Ano”, da ABIT

Em solenidade de entrega da Medalha do Mérito realizada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções, ABIT, dia 5 de dezembro, o Presidente do Sindivestuário, empresário Ronald Masijah, recebeu uma importante homenagem na categoria “Personalidade Têxtil do Ano”.

Para Masijah, “o prêmio a mim direcionado deve ser dividido entre todos os empresários do nosso setor, que tanto têm lutado e sofrido para manter suas empresas e empregos no vestuário brasileiro”.

A ABIT premiou ainda: “Destaque Empresarial” e “Destaque em Exportação”, “Destaque em Sustentabilidade e Inovação”. A medalha ABIT foi criada em 21 de janeiro de 2010.

O Mestre de Cerimônia fez a seguinte apresentação do Presidente do Sindivestuário:

Na categoria “Personalidade Têxtil do Ano” homenageamos o empresário brasileiro Ronald Moris Masijah. Nascido na cidade de São Paulo, tem 65 anos e é casado com Renée Tatijewski. É engenheiro químico, graduado pela Escola de Engenharia Mauá, onde se formou em 1977. Lá também fez pós-graduação em Administração de Empresas. Profissionalmente, Ronald Masijah se destacou como diretor industrial na Darling Confecções, empresa que produz e comercializa lingeries desde 1949. Ele também é presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário, o Sindivestuário – o Sindicato da Moda – desde 2010 e agora inicia o seu quarto mandato. Entre outros cargos, Ronald Masijah também é membro do Conselho da Abit. “O recebimento dessa medalha é motivo de muito orgulho, representa reconhecimento”, destacou Ronald Masijah.

O Presidente Ronald Masijah proferiu o discurso abaixo:

“Caro Presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção Sr. Fernando Pimentel

Caro Presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo – SINDITEXTIL Sr. Luiz Arthur Pacheco de Castros

Caros presidentes eméritos da Abit e Sinditextil Rafael Cervone e Alfredo Bonduki
Demais membros da mesa….

Quero também agradecer a presença da minha supermãe Sra. Sol Masijah que sempre acha que exagero em tudo que faço, mas convenhamos, como ela exagera também no amor pelos filhos, netos e bisnetos, como eu poderia ser diferente.
Minha adorável esposa Renée Tatijewski, muitos aqui já a conhecem, que me incentiva sempre em dar o melhor de mim nos inúmeros trabalhos que faço (ok reclama um pouco da extensão de horário da ASSUBIT e Happy Hour na FIESP, mas todo o resto compensa esta pequena falha).

E dos meus tios Joseph e Vida Sarfatti que são muito mais que tios de sangue. Se fosse, por exemplo, somente uma, tia acham que pagaria o mico de cantar o Hino ao Amor quando criança para suas amigas na praia de Copacabana?

E por fim agradecer a presença na plateia de todos meus colegas Presidentes de Sindicatos Profissionais e Patronais.

Lembro-me quando em 1971 estava escolhendo a profissão que queria exercer, conversei com meu pai Iso e disse-lhe que pretendia cursar Administração de Empresas, já que pretendia dar continuidade a Darling, por ele e por meu tio fundada, apesar de sempre ter sido um admirador e curioso por novas tecnologias, o que fatalmente me arremeteria por outros caminhos.

Meu pai, muito democraticamente e prontamente, respondeu que Administração de Empresas não era profissão. Era conhecimento que se adquiria com a experiência. Rony, disse-me ele, só existem três áreas do conhecimento que são profissões completas, dentre as quais eu poderia escolher livremente. Ele foi sempre muito democrático.

1) ENGENHARIA
2) MEDICINA
3) DIREITO
4) TODAS AS ANTERIORES

Acabei optando pela Engenharia Química, principalmente pela minha admiração por tecnologia e pela química. Ao final do curso, pós graduei em Administração de Empresas. No final acho que acabei na opção 4 (todas elas) já que tenho uma certa facilidade em elaborar e avaliar contratos e me considero um médico completo, formado pela Google University of Medicine.

Enfim após formado, exerci por um tempo a engenharia química até que passei a trabalhar full time na Darling. Full Time, porque desde sempre nas férias escolares, toda a eventual segunda geração dos fundadores, trabalhávamos na Darling passando por todos os setores da empresa. Acho que por conta da minha fascinação por tecnologia acabei ficando na área industrial. Porém apesar de todo o meu treinamento, rapidamente percebi que entendia muito de reatores e reações químicas, mas uma máquina de costura era quase uma engenhoca totalmente fora do meu repertório do domínio tecnológico.

Sempre tive a certeza de que o domínio do conhecimento da área profissional que qualquer um abrace é no mínimo meio caminho para o sucesso. Ato contínuo, me matriculei em uma instituição da qual hoje sou conselheiro. O SENAI. Cursei modelagem, corte e costura industrial. Desde então a tecnologia da confecção deixou de ser misteriosa para mim. Hoje posso costurar em qualquer tipo de máquina de costura (óbvio sem a destreza da costureira) e com isto ajudar a melhorar a eficiência da operação, além de poder discutir tecnicamente com os mecânicos sobre a manutenção das máquinas e porque não na criação de novos equipamentos e aparelhos. Obrigado Pai. Você era um gênio.

Durante muitos anos, até mais precisamente 1996, imaginava “SINDICATOS” como entidades dirigidas, obviamente por alguém, que com certeza tinha tempo disponível para tal, cuja função era única e exclusivamente discutir reajuste salarial uma vez por ano. Neste ano tomei atitude e fui assistir a uma assembleia patronal para definição deste reajuste. Pessoal… a discussão era real e acalorada. E os presidentes eram empresários que apesar das suas agendas apertadas, estavam lá, doando seus tempos às nossas empresas.

Na ocasião estes presidentes eram o Stefanos Anastasiades pelo SINDIVEST e o Heitor Alves Filho pelo SINDIROUPAS acompanhados das suas respectivas diretorias, além dos profissionais dos sindicatos, hoje representados pela Dra. Maria Thereza, Hélio Perazzolo e Bruno Ribas, além de uma quantidade, que confesso me impressionou, de outros empresários do setor. E não estavam discutindo somente reajuste salarial. Discutiam principalmente o futuro do nosso setor, tão repleto de percalços. Confesso que fiquei envergonhado de sempre tentar ME CONVENCER de que não tinha tempo. Ato contínuo filiei-me ao SINDIVEST. E como meus pais haviam me dito, administração é experiência.

Meus gurus Stefanos e Heitor foram me passando todos os anos de experiência sindical até que num dado dia, DE LIVRE E ESPANCADA VONTADE em um happy hour disseram que me queriam na presidência do Sindivest. LÁ FUI EU. De verdade sinto orgulho de ter podido, de alguma forma, ajudar o setor do Vestuário Brasileiro que tanto contribui para o Emprego e PIB do país, mas que em determinado momento da história foi transformado em “Boi de Piranha” ou “Moeda de Troca” para a economia Brasileira poder atravessar o revolto oceano da balança comercial que separa Brasil dos países asiáticos.

Confesso que não somente adaptei-me a esta nova tarefa voluntária, como também conquistei outras como estou Membro do Conselho da Escola Senai Francisco Matarazzo Têxtil e Confecção, Membro do conselho do SENAI Central SP e Diretor da FIESP, participando também de algumas comissões internas desta instituição.
Nesta ocasião tive a oportunidade de conhecer melhor meu mais novo guru e uma pessoa que tanto me inspirou como liderança, meu amigo Paulo Skaf. E ISTO PARA ALGUÉM QUE ACHAVA QUE NÃO TINHA TEMPO.

Senhoras e senhores, o recebimento desta medalha do Mérito ABIT é um motivo de imenso orgulho para mim. Representa o reconhecimento do trabalho, que na verdade vem sendo feito a diversas mãos sindicais e associativas, tanto do lado patronal quanto do lado profissional. Prefiro abster-me de citar seus nomes pois um lapso involuntário seria de uma injustiça sem precedentes. Nosso setor, que foi o primeiro, e, portanto, a mais tempo, sofrendo a competição desleal de produtos importados, aprendeu desde há muito, a trabalhar como uma equipe, a despeito de alguns interesses que num primeiro momento podem parecer conflitantes, mas que levam a um único objetivo, O CRESCIMENTO DO SETOR com a consequente geração de bons empregos e que não vou precisar explicar o quão importante é para o Brasil.

Para encerrar, parodiando nosso Presidente da República, mas estou lhe dando o crédito, dizer:
O SETOR TÊXTIL E VESTUÁRIO BRASILEIRO ACIMA DE TUDO E BRASIL ACIMA DE TODOS.
Muito obrigado e uma salva de palmas a todos.”

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