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28 mar 2013

Gestão flexível garante o sucesso da Mormaii

O Estado de S.Paulo

O modelo de neoprene apropriado para a prática de surfe confeccionado por Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, foi o primeiro de muitos itens comercializados pela Mormaii. Prestes a completar 40 anos de existência, a marca ampliou não só a linha de produtos, mas multiplicou o seu faturamento também.

Hoje, a Mormaii fatura mais de R$ 350 milhões, trabalha com 40 empresas licenciadas, possui 29 lojas próprias no Brasil e caracteriza a sua expansão pela entrada em segmentos distintos como moda, acessórios, bicicletas e até carros. E a estratégia de gestão para controlar o negócio, presente em cerca de 80 países, foge do convencional. “O que eu estou tentando para mim e meus pares é um formato que nos deixem mais flexíveis”, conta.

A equalização entre vida pessoal e trabalho é, segundo o fundador, o principal ponto de atenção para qualquer empresário. “O negócio é o seguinte: estamos procurando qualidade de vida para nós e também para quem nos cerca”, garante.

Para colocar em prática sua estratégia, muitas vezes, o empresário não hesita em pegar o seu barco, a família e partir para viagens que o manterão até meses ausente da administração da empresa. “Implantar um sistema mais democrático, menos de cima para baixo, uma coisa mais fluída, torna mais fácil a conversa com a mão de obra”, analisa.

Para Morongo, o segredo para que uma gestão menos engessada seja bem sucedida é fazer com todos os envolvidos com a marca, de funcionários a fornecedores, estejam alinhados na mesma direção. “Eu fico de catalisador para que as pessoas entendam que o caminho é esse e não aquele. Se você já está motivado para a ação, você tem que incentivar as outras pessoas para que elas acreditem no projeto para a coisa ir para frente. E isso vira um projeto nosso, não apenas meu”, conclui o empreendedor.

O desprendimento às fórmulas convencionais de administração implementado pela Mormaii atrai pessoas com ideais semelhantes. “Na trajetória da empresa só tivemos três causas trabalhistas, um número extremamente baixo se você pensar no tamanho da Mormaii”, conta.

O sucesso para ser entendido e respeitado pela equipe está relacionado, também, com a formação médica. Tomando como base os anos em que estudou medicina, Morongo aplicou os conhecimentos adquiridos na condução dos negócios. “Esse mundo ianque, que é o mundo do macho, é rígido. Essa rigidez se traduz não só nas artérias, que vão trazer hipertensão e muitas outras doenças, mas também na rigidez de caráter. Isso embrutece, fica no ‘amigos, amigos, negócios à parte’. Eu não saberia ser ou agir assim para ficar rico.”

Considerado um “maluco da paz”, ele reconhece que a fórmula pode não valer para todos. Mas para ele, a Mormaii e Garopaba, sim. “Quando eu volto de viagem as coisas sempre estão melhores!”, diverte-se.

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