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IVV-SP: Janeiro 2018

Normalmente, as esperanças são renovadas a cada início de ano. A depender do IVV – Índice de Viabilidade do Vestuário – do mês de janeiro/18, esse ano deve trazer boas novas. O IVV-SP, do primeiro mês de 2018, ficou em 71,45 e, com isso, revela que a produção industrial dá sinais evidentes de que o ano começa bem melhor do que os últimos dois anos anteriores.  No ano de 2017, o indicador estava em 52,55. Vale sublinhar, a base da série é o ano de 2010=100.

Importante lembrar, o índice agrupa as tendências de variáveis que impactam na competitividade da indústria de vestuário paulista. Assim, números maiores significam um ambiente mais amigável à atividade produtiva de vestuário no Estado de São Paulo. Contudo, a pergunta que fica é: quais são os fatores que influenciaram mais o IVV-SP e que reforçam a expectativa de retomada?

Parte relevante disso passa pelo recuo da pressão sobre os custos industriais, sobretudo no setor de vestuário, que é demasiadamente afetado pela mão de obra. O IBGE divulgou, nessa manhã, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) que agrupa os custos industriais, relativos a dezembro. O IPP do vestuário recuou 5%, ao longo do ano de 2017. Essa diminuição de custos – captada pelo IBGE – é uma das responsáveis pela melhoria do ambiente de negócios no setor de vestuário.

Muito embora a expectativa de um ano melhor do que o biênio 2015-16, algumas questões preocupam e aumentam a incerteza. Sem fazer uma lista exaustiva, temos: i) a turbulência política permanece e os ânimos devem se acirrar ainda mais, de acordo com o calendário eleitoral; ii) os desastrosos efeitos da indesejável reoneração da folha de pagamentos, que não saiu do radar da Receita Federal; iii) o ritmo das importações de vestuário – que subiram quase 25%, ao longo de 2017 – o qual o câmbio atual permite que isso possa se repetir; e iv) as dificuldades do mercado de trabalho que se refletem na massa salarial e nas relações de consumo, inibindo as vendas de uma maneira geral.

Diante desse contexto, resta esperar que a iniciada – mas, incipiente – recuperação não seja interrompida prematuramente. Ao empresário cabe aprimorar ainda mais sua estratégia de eficiência em todos os fatores de produção.

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