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Produção Física Industrial

Foram divulgados os dados relativos à produção física industrial do mês de setembro/17: números melhores, mas não para todos.
Em termos nacionais, a produção de confecção/vestuário cresceu 4,6%, no acumulado desse ano, entre janeiro e setembro. De outro lado, em São Paulo, o desempenho foi quase nulo, com apenas 0,1% de variação, no mesmo período.
Na indústria têxtil a recuperação no ano é mais clara, inclusive o resultado de São Paulo ajuda a impulsionar o número nacional. Pelos lados bandeirantes, a indústria têxtil cresceu 7,3%, no acumulado deste ano, enquanto que no Brasil a alta foi de 5,1%.
Difícil entender a performance mais acanhada da indústria de vestuário paulista, frente ao resultado nacional, sobretudo por conta do comércio de tecidos, vestuário e calçados em São Paulo acumular alta de 9,3%, entre janeiro e agosto deste ano. Como pode o comércio crescer acima dos 9% e a indústria fornecedora andar de lado (0,1% der alta)?
A única explicação palatável parece ser o abastecimento por meio dos importados. Entre janeiro e setembro, a importação de vestuário expandiu-se 87%, enquanto isso, os preços médios, em dólares, dos produtos importados caíram 22%. Mais uma vez a valorização do real em 12 meses, terminados em setembro, (14,7%) dá competitividade ao produto estrangeiro. Ademais, ainda não se tem claro a razão, esse importado tem vindo bem mais forte às prateleiras paulistas do que a de outros estados.

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