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Indústria recua 1,8% e tem pior março desde 2002.

A produção da indústria nacional caiu 1,8% em março, na comparação com o mês anterior,feitos os ajustes sazonais, mostra a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o pior resultado da indústria para março desde 2002, início da série histórica. O desempenho de fevereiro foi o pior resultado da indústria para março desde 2002, início da série histórica. O desempenho de fevereiro foi revisado de alta de 0,1% para estabilidade.

Estimativas de 23 analistas consultados pelo Valor Data davam conta de recuo médio de 0,9% no terceiro mês de 2017. As projeções iam de alta de 0,5% a queda de 1,7%.

Perante março de 2016, a produção industrial subiu 1,1%. A expectativa do mercado era de alta de 2%. Considerando os 12 meses encerrados em março, a produção industrial diminuiu 3,8%.

No primeiro trimestre de 2017, a produção industrial aumentou 0,6% em relação aos mesmos três meses do calendário anterior. É o primeiro resultado positivo nesse tipo de comparação dos últimos 11 trimestres, segundo o IBGE.

Perante os três últimos meses de 2016, a indústria registrou expansão de 0,71% de janeiro a março, taxa bem menor que a de 1,3% esperada por economistas consultados pelo Valor Data.

No trimestre, a indústria extrativa cresceu 1,87% sobre o último trimestre de 2016. A indústria de transformação teve desempenho mais tímido, de alta de 0,61% no período.

Categorias econômicas e setores Na passagem de fevereiro para março, a produção de bens de capital caiu 2,5%, a de bens intermediários recuou 2,5%; a de bens duráveis despencou 8,5% e a de bens semi e não duráveis diminuiu 1,8%, números com ajuste sazonal.

Ante o mesmo período de 2016, a produção de bens de capital aumentou 4,5%, a de bens intermediários avançou 0,5%; a de bens duráveis cresceu 8,5% e a de bens semi e não duráveis declinou 0,5%.

Dos 24 ramos analisados em março, o IBGE apontou queda na produção em 15. Entre os principais impactos negativos, apareceram veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%), produtos farmacoquímicos e farmacêuticos (-23,8%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,3%). Esses três setores representam quase 22% do industrial brasileiro.

Outras quedas importantes sobre o total da indústria vieram de indústrias extrativas (-1,1%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,4%), de móveis (-11,0%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%) e de produtos de metal (-3,2%).foto valor

Fonte: IBGE e site Valor

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