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Veganismo fashion!

Com a crescente adesão das pessoas ao veganismo, abre-se a oportunidade para empresas do setor de vestuário atuarem nesse nicho. Na moda, os veganos e simpatizantes não utilizam roupas, calçados ou acessórios que sejam provenientes de matéria-prima animal

Pés estilosos:Sandália confeccionada com algodão reciclado e aplicação de renda de bilro
Pés estilosos:Sandália confeccionada com algodão reciclado e aplicação de renda de bilro

Com a ajuda da ciência, uma nova leva de produtos que imitam tecidos de origem animal começa a ganhar cada vez mais espaço nas passarelas e nas araras das lojas.

A moda vegana, como ficaram conhecidas as peças feitas a partir de matéria-prima exclusivamente vegetal ou sintética e que possuem um cuidado extra com o meio ambiente, está cada vez mais presente.

A pegada vista como amiga dos animais e do planeta começou com a troca do couro bovino e de outros mamíferos por material sintético. Depois, vieram novas técnicas de tintura e a criação de roupas a partir de materiais alternativos e reciclados.

A procura por estes itens passou a ser tão grande que até mesmo grandes lojas de departamento começaram a ampliar o mix vegano para atender a demanda, formada por pessoas de todas as tribos.

“Vegano é uma nova palavra que agora virou um gancho para empreendedores criarem novos negócios”, idealiza a especialista em moda Neide Schulte.

Professora no curso de bacharelado em moda e coordenadora do programa de extensão EcoModa, ambos da Udesc, Neide explica que a essência da moda vegana é a sustentabilidade e o menor consumismo, com o reaproveitamento de materiais.

“A moda vegana parte de uma ideia sistemática. Nada está separado, tudo está conectado, interligado. Primeiro, reduzimos e repensamos o consumo. Depois, buscamos produtos que atendem estas novas percepções de cuidado com a vida animal e com o planeta”, enumera.

Esta definição pode ser observada, inclusive, no exigente público-alvo deste tipo de produto. Os principais compradores fazem parte da “geração Y” (nascidos a partir de 1980) e normalmente são pessoas que dão importância primeiro para a alimentação, e em segundo lugar à moda.

“Há dez anos, falar em moda vegana era inviável. Hoje, já falamos em público-alvo. Isto mostra como o ser humano começou a se voltar mais para o ambiente em que vive e como quer deixá-lo para as próximas gerações”, compara a professora.
Mercado em ascensão
Conforme dados do Sebrae de Santa Catarina, as vendas de produtos veganos cresceram 60% no ano passado em relação a 2013. A previsão é que o percentual mantenha-se em 2015. “É um nicho crescente no mundo, no Brasil e em Santa Catarina. A moda vegana, além de todo o conceito, carrega em si um valor agregado quando utiliza bordados ou outros elementos regionais, por exemplo. Existe um universo inteiro a ser explorado”, enaltece Neide. Para a professora, a moda é reflexo do tempo e hoje a humanidade busca recuperar o planeta, cuidar da terra, dos animais, dos mananciais e isso reflete no modo de viver, de comer e de se vestir.

Foto:Evelyn Henkel/Divulgação/TudoN

 

Fonte: Notisul

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