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“Setor têxtil fica em pé de guerra com fabricantes chineses”

Folha de São Paulo.

Claudia Rolli

“Empresários e trabalhadores da área têxtil se uniram em um protesto contra a importação e o desemprego no setor, em frente a uma feira de fabricantes chineses em São Paulo que vieram ao país para incentivar negócios com pequenas empresas brasileiras”.

“Previsto para ocorrer no Palácio de Convenções do Anhembi, o evento causou reação de lideranças da indústria e trabalhadores representados pela Força Sindical que consideram a feira uma “afronta” ao país”.

“Os investimentos chineses são bem-vindos aqui. Mas não da pra aceitar a destruição da indústria nacional e nem dos empregos”, diz Fernando Pimentel, diretor da Abit.

“A cada segundo são importados pelo Brasil, US$ 224 de têxteis e produtos confeccionados, segundo dados da entidade”.

“Nos últimos dez anos, o volume de importações de roupa passou de US$ 100 milhões para US$2,7 bilhões e, no mesmo período, os empregos passaram de 3 milhões para 1,6 milhão, afirma Ronald Masijah, presidente do Sindivestuário”.

“Não consigo fazer um produto similar ao chinês pelo mesmo preço que ele chega ao Brasil, mesmo se eu tiver lucro zero e só cobrar o custo somente pela matéria-prima e mão de obra, diz Masijah que também é diretor da Darling, fabricante de lingeries”.

“Das 30 mil empresas de confecção e vestuário no país 80% são de pequeno porte. O setor reivindica com o governo federal um regime tributário que permita o setor se tornar mais competitivo”.

Fonte: Folha de São Paulo.

 

 

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