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Ambiente externo fortalece a posição do país para 2013

O cenário internacional deve ser amplamente favorável à atração de novos investimentos para o Brasil em 2013. A tentativa europeia de debelar a crise com cautela e sem grandes rupturas, a necessidade do governo americano de equacionar sua delicada situação fiscal a partir do ano que vem e a retomada do crescimento asiático – puxada pela China – asseguram um ambiente mais favorável para a economia brasileira. Analistas consultados pelo Valor indicam que a expansão do PIB pode suplantar o baixo resultado deste ano – estimado entre 1,6% e 1,8% – e alcançar uma elevação de até 5%. A retomada dos investimentos pode ter papel fundamental nessa aceleração.

Um dos principais apelos para o investidor será o setor de infraestrutura, aponta Celina Ramalho, professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Aí a grande vantagem do Brasil em relação a outros países: como são sempre de longo prazo, os gastos em infraestrutura devem estender seus efeitos multiplicadores sobre o restante da economia por “pelo menos dez anos, tranquilamente”.

O momento é favorável também para os setores de construção – especialmente os ligados às obras de base -e os voltados para as necessidades sociais, como saúde e educação. “Em seguida vem o varejo, sobretudo nos segmentos de acabamento para construção civil, autopeças, linhas branca e marrom, vestuário, calçados e cosméticos, nesta ordem”, delimita Celina. Para a professora da FGV, o potencial de crescimento da economia para 2013 e 2014 vai oscilar na faixa de 3,5% a 4%. Ela prevê retração dos juros, com a Selic, hoje em 7,25%, caindo até 5% em função das medidas de estímulo.

“Os investidores buscam lugares em que possam ganhar mais, e esses lugares são os países emergentes”, confirma Paulo Vicente dos Santos Alves, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. “Nessa conjuntura, o Brasil aparece em qualquer lista dentre os mais atrativos.” Para ele, destacam-se os investimentos nas áreas de óleo e gás, agronegócio e recursos naturais.

Para Santos Alves, o país tem vantagens adicionais em relação à Ásia: está mais próximo cultural e geograficamente dos principais mercados – Europa e EUA – que Rússia, China e Índia. O Brasil é também mais estável política e institucionalmente que esses países.

O enorme mercado interno – que incorporou mais 30 a 40 milhões de consumidores com a ascensão dos consumidores emergentes das classes D e E para a C – também é outro atrativo nada desprezível. De acordo com o Instituto Ipsos, a classe C já é a mais numerosa, com 55% da população brasileira. Além disso, defende Santos Alves, o Brasil possuiu um bom número de consumidores de luxo (classe A) e de classe média elevada (B). Os segmentos de renda A e B somam 22% da população.

“Olhando o ambiente de negócios, o país está entre os de maior potencial de crescimento no mercado global e deve, junto com China e Índia, liderar o crescimento da economia mundial pelo menos nos próximos três a quatro anos”, diz Carlos Honorato, professor do Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo.

Segundo ele, a situação “poderia ser melhor” se houvesse uma reforma tributária profunda e superasse suas carências de infraestrutura. Honorato menciona estudos segundo os quais uma reforma tribu

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